Litoral Norte fica sem cadeira

Litoral Norte fica sem cadeira, mas votação de candidatos da região pode abrir caminho para suplências

Por Ricardo Severino

O Litoral Norte de São Paulo terminou a eleição de 2026 sem eleger, neste momento, um representante direto para a Câmara dos Deputados ou para a Assembleia Legislativa de São Paulo. Mas o resultado das urnas não encerra necessariamente a participação dos candidatos da região na próxima legislatura.

Pelo sistema proporcional, a eleição de deputados depende não apenas da votação individual, mas também do desempenho dos partidos e federações. Por isso, candidatos que não conquistaram uma cadeira podem permanecer na condição de suplentes e, dependendo da movimentação dos eleitos durante o mandato, eventualmente assumir uma vaga.

Entre os candidatos da região, Antônio Carlos da Silva, ex-prefeito e ex-deputado estadual de Caraguatatuba, aparece entre os nomes de maior votação para a Assembleia Legislativa, com 23.464 votos.

Também disputaram uma cadeira na Alesp Manoel Marcos, com 5.168 votos, e outros candidatos ligados à região.

Na disputa pela Câmara Federal, os principais nomes regionais foram Felipe Augusto, com 14.994 votos, e João Colucci, com 9.974 votos. Também tiveram votação expressiva outros candidatos do Litoral Norte.

O ponto central agora é entender a posição de cada candidato dentro de seu partido ou federação. A quantidade de votos, isoladamente, não permite afirmar que um candidato será suplente ou que assumirá uma cadeira. É necessário cruzar a votação com o resultado da legenda, o número de cadeiras conquistadas e a ordem dos candidatos na lista de suplência.

A eleição ainda pode produzir mudanças

A experiência política mostra que a composição inicial das bancadas pode sofrer alterações ao longo do mandato. Deputados eleitos podem assumir secretarias estaduais, ministérios, outros cargos públicos ou deixar temporariamente suas cadeiras por diferentes motivos previstos em lei.

Quando isso acontece, os suplentes são chamados de acordo com as regras eleitorais e a ordem correspondente.

É justamente nesse cenário que a votação obtida pelos candidatos do Litoral Norte passa a ter importância.

A região reúne quatro municípios — São Sebastião, Ilhabela, Caraguatatuba e Ubatuba — e historicamente enfrenta o desafio de transformar seu eleitorado em representação política efetiva nos parlamentos estadual e federal.

O resultado de 2026 mostra que houve candidatos regionais com votação significativa, mas a região, novamente, terá de acompanhar agora a composição das bancadas e a eventual abertura de vagas.

O que acontece daqui para frente

O próximo passo é a análise detalhada dos resultados oficiais: quociente eleitoral, quociente partidário, número de cadeiras conquistadas por cada legenda, posição dos candidatos e relação de suplentes.

Somente depois desse cruzamento será possível afirmar, com segurança, quais candidatos do Litoral Norte ficaram efetivamente na fila para uma eventual convocação.

Por enquanto, a certeza é uma só: as urnas encerraram a votação, mas a composição definitiva das bancadas ainda pode produzir novos capítulos.

E o Litoral Norte precisa acompanhar cada um deles.

Redação Boca No Trombone Litoral
Imagens: Ricardo Severino via WhatsApp

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