Cozinha itinerante inicia curso gratuito em São Sebastião

A Chef Adriana Saldanha, vinculada ao Instituto Mpumalanga, deu início ao projeto “Cozinha Itinerante – 2026” nesta segunda‑feira, dia 17, dentro de uma tenda instalada na Praça Por do Sol, no bairro de Boiçucanga, em São Sebastião. O curso de Técnicas da Gastronomia Profissional é presencial e oferecido sem custo para a população. O Instituto Mpumalanga desenvolve a iniciativa “Cozinha Itinerante viaja o Brasil” com a proposta de levar metodologias da alta gastronomia a grupos numerosos, buscando qualificar práticas culinárias e ampliar a cultura alimentar em diferentes territórios. A formação, totalmente gratuita, destina‑se a cozinheiras que atuam com alimentos, pescadoras, agricultoras, microempreendedoras, artesãs, mulheres inseridas em programas sociais das prefeituras e órgãos estaduais, além de merendeiras de escolas públicas. Na costa sul de São Sebastião, a ação presencial será realizada em dois dias, com certificado para os participantes. A programação inclui boas práticas, cortes e harmonização de ingredientes, técnicas de cocção, branqueamento, congelamento e descongelamento, receitas brasileiras, cozinha de memória, degustação de preparos doces e salgados, e arte do empratamento. Também são abordados patrimônio imaterial na alimentação, chocolate de origem, e empreendedorismo gastronômico. Uma composteira de 1.000 litros será instalada na Escola Municipal Guiomar, em Boiçucanga, como parte da gestão de resíduos de cozinha. Em paralelo, a médica pediatra Dra. Raquel Del Monde conduzirá palestra e roda de conversa sobre seletividade alimentar em crianças autistas. O projeto conta ainda com a participação da Chef Kalymaracaya Nogueira, primeira chef indígena do país, representando o povo Terena. A expectativa é atender 200 cozinheiras e cozinheiros locais, contribuindo para a valorização da gastronomia caiçara e para o papel educacional da alimentação nas escolas públicas. O projeto também pretende reforçar a percepção da comida como elemento cultural e apoiar o turismo gastronômico da região. As inscrições são abertas e os participantes receberão certificado ao final da formação. A gratuidade do curso elimina barreiras financeiras, permitindo a participação de moradores de baixa renda que, de outra forma, teriam acesso limitado a treinamento especializado. A instalação da composteira visa reduzir o volume de resíduos enviados a aterros e possibilitar o uso de adubo orgânico nas hortas escolares, alinhando a prática culinária a princípios de sustentabilidade. A presença de chefs reconhecidos e de especialistas em saúde reforça a credibilidade da iniciativa perante a comunidade.

Redação Boca No Trombone Litoral
Imagens: Divulgação

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